Ilhabela, no Litoral Norte de São Paulo, é uma cidade cheia de histórias e lendas de indígenas, escravos, piratas e corsários, além de belíssimas paisagens e prédios históricos.
Em Julho, mês do Campeonato Internacional da Vela, a prefeitura de Ilhabela proporcionou aos moradores e visitantes, alguns passeios guiados gratuitos, e nós aproveitamos alguns.
Em Julho, mês do Campeonato Internacional da Vela, a prefeitura de Ilhabela proporcionou aos moradores e visitantes, alguns passeios guiados gratuitos, e nós aproveitamos alguns.
Entre eles, fizemos o tour pelo Centro Histórico, conhecido como Vila, e conhecemos um pouco mais da história da cidade.
Andando pelo centro, poucas vezes notamos algumas particularidades, mas nesse passeio, a nossa guia Cristiane Hofling, nos levou a reparar em detalhes interessantes. Como as explicações são muitos extensas, o que aprendemos com a guia, resumiremos aqui e em nosso vídeo no Youtube.
Bora lá conhecer com a gente?
Começamos por um ponto da praça Coronel Julião de Moura Negrão, onde se encontra a canoa "Vencedora", que homenageia a cultura e a memória caiçara.
Bora lá conhecer com a gente?
Começamos por um ponto da praça Coronel Julião de Moura Negrão, onde se encontra a canoa "Vencedora", que homenageia a cultura e a memória caiçara.
A embarcação, de mais de 100 anos, foi doada pelo caiçara de origem nipônica Renato Kengo Imakawa, que a herdou de seu avô, Bungoro Naka, que a havia comprado de um homem chamado Ernesto Tagé, um dos últimos senhores de engenho da ilha, proprietário do antigo engenho de aguardente da Praia do Jabaquara.
As canoas foram desenvolvidas pelos indígenas, a partir do tronco de uma árvore. Com o tempo, foram adaptadas com velas, surgindo assim a Canoa-de-voga, que transportava pessoas e produtos. Durante décadas foi o meio de transporte mais utilizado pelas comunidades caiçaras no litoral norte. Hoje, são preservadas graças ao trabalho artesanal de alguns pescadores, que tentam manter viva a cultura caiçara.
Ali, ainda na praça, a Cris nos mostrou o "Pelourinho", cuja finalidade era castigar os escravos, mas que após a Lei Áurea, foi substituído por uma espécie de fonte, que passou a representar o "Marco Zero" da cidade.
Segundo ela, o marco não encontra-se exatamente em seu lugar de origem, que era antes mais próximo ao "Mercado de Escravos" logo em frente, na esquina onde hoje funciona uma imobiliária, que preserva algumas paredes originais da época, que eram feitas de pedra, conchas e óleo de baleia. Vale a pena visitar.
Depois seguimos para os maiores e mais vistosos prédios históricos, que são a Antiga Cadeia e Fórum e a Igreja Matriz:
Não foi permitido gravar no seu interior, mas você pode fazer uma visita gratuita, e conhecer mais sobre a fauna e a flora da Ilha, além de apreciar o estilo de arquitetura eclética também por dentro.
A "Igreja Matriz de Nossa Senhora D'Ajuda e Bom Sucesso", é o principal cartão postal da Ilha. A capela original foi construída por escravos entre 1697 e 1718, com pedras, conchas e óleo de baleia, e a igreja, como se encontra hoje, foi construída no início de 1800 e inaugurada em 1803. Ela fica localizada no começo da subida do Morro do Cantagalo, e no alto de seus 35 degraus, tem uma vista muito bonita para a praia do centro.
Nossa Senhora D’Ajuda e Bom Sucesso é a padroeira de Ilhabela. A matriz tem 40 metros de comprimento e 10 metros de largura, piso em mármore espanhol, e o teto tem uma pintura a óleo da Nossa Senhora, com 5 metros de diâmetro.
No seu exterior, tem 4 estátuas com as imagens de São Sebastião, São Benedito, São Pedro e São Paulo.
Por todo o centrinho você encontra prédios históricos, que hoje funcionam como banco, restaurantes, sorveterias, cafeterias, e em algum deles, você vai reparar datas bem antigas na parte de cima.
No final da Rua do Meio, em direção ao mar, você vai encontrar o "Píer da Vila", que antigamente era utilizado como local de embarque e desembarque de mercadorias, e nos dias de hoje é bastante visitado devido a suas belas obras em mosaico da artista local Ana Canale, retratando paisagens de Ilhabela, e também é onde desembarcam os passageiros de navios de cruzeiros.
Por último, visitamos os "Canhões de Batalha", com datas de 1526, 1531 e 1540, que eram utilizados pela Artilharia Imperial Portuguesa, para defender a Ilha nas batalhas que aconteciam pelas águas do canal de São Sebastião, que no século XIX tinham um importante movimento comercial, gerando guerras por índios, colonos e piratas saqueadores, que lutavam pela terra.
Mas os portugueses sempre venceram.
Enfim, depois de conhecer a parte histórica por mais ou menos uma hora, vale a pena dar uma volta sem compromisso, tomar um sorvete, ou fazer uma boa parada para compras ou refeições, ou apenas sentar na beira do mar para apreciar a beleza exuberante da cidade.
A Vila é um local muito charmoso e agradável para se passar algumas horinhas. Durante o dia não é muito movimentada, mas no finalzinho da tarde as pessoas vão chegando e o movimento deixa o clima ainda mais gostoso!
Se você quiser fazer esse tour histórico e outros passeios ou trilhas pela ilha, procure um dos vários guias locais:
Instagram: @guiasdeilhabela
Facebook: @GuiasMonitoresIlhabela











Ahhhh... Ilhabela é mesmo encantadora! Gostei de saber desses pontos históricos.
ResponderExcluirMarcão.
Olá, Marcão. Tem muitos pontos escondidos na Ilha. Vale a pena descobri-los. ;)
ResponderExcluirNão é à toa que o nome é Ilhabela, né?
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