Em Dezembro de 2021, eu (Dry) fui com a Amy visitar sua família em sua cidade Natal, Olhão, que fica no Algarve, no litoral sul de Portugal.
Olhão ou Olhão da Restauração, é a capital da Ria Formosa e a capital do marisco.
É também o maior porto pesqueiro do Algarve.
É sede de concelho e está dividida em 4 freguesias: "Olhão", "Pechão", "Quelfes", "Moncarapacho e Fuseta".
A cidade preserva antigos bairros de pescadores com ruas estreitas, casas construídas coladas umas às outras ou com becos bem estreitos.
As ruas, principalmente na parte histórica, são pavimentadas com pedra tradicional portuguesa e as fachadas de alguns edifícios estão sendo constantemente restaurados.
Desde a primeira vez que eu (Dry) fui para Olhão, reparei e me encantei pela arquitetura tradicional algarvia, em especial pelas chaminés.
Fiquei sabendo, então, que as chaminés datam do final do século XIX, e tem herança árabe, e a essa altura eram um símbolo de ostentação, e quanto mais detalhado o desenho, mais cara era a obra. Dificilmente se via duas chaminés iguais.
Hoje ainda, as chaminés ornamentam e dão um charme especial às casas, que em sua maioria são caiadas de branco e retocadas anualmente pelos moradores mais caprichosos.
Além das chaminés, em Olhão, nas casas mais antigas, nota-se uma estrutura mais reta, sem telhas, que são terraços de inspiração árabe chamados de açoteias, que serviam para vigiar o mar, à espera dos barcos que voltavam da pesca, além de servir como uma área de descanso e refresco para os dias de verão, e também para secar amêndoas, figos e peixes.
E para ornamentar e "esconder" as açoteias, existe ainda uma faixa decorativa e na maioria das vezes colorida, chamada de platibanda.
A arquitetura da cidade foi inspirada no modelo árabe, devido às viagens marítimas dos seus pescadores, que íam pescar na zona de Marrocos.
No final do século XVI, os pescadores construíram as primeiras cabanas de junco e em 1715, a primeira casa de alvenaria foi construída e deu início ao crescimento do Bairro da Barreta.
Por essa estrutura das casas "em cubos", Olhão é chamada de cidade cubista.
Nessa parte da cidade velha se pode observar também lindas janelas e portas antigas, que não passam desapercebidas.
Nas portas, em especial, notei aquelas "mãozinhas", que também tem influência árabe, e são chamadas de "Mãos de Fátima". Além da função de batente, para avisar a chegada de visitas, também é um símbolo (ou talismã) de proteção do espaço sagrado do lar.
Algo que me encanta também, são os ninhos de cegonhas que geralmente ficam em cima de torres, árvores, igrejas ou chaminés de fábricas. Isso se vê muito em Olhão e pelo Algarve todo.
Olhão tem um conjunto de 2 prédios iguais, os Mercados Municipais, onde se vende todo tipo de frutos do mar fresquinho, e também produtos locais e hortifruti aberto ao público.
E aos sábados ainda tem a feira livre, no lado externo, onde os pequenos produtores da cidade vendem as suas colheitas.
Desse lado, na Ria Formosa, está atracada a réplica do Caíque Bom Sucesso, embarcação que levou os pescadores olhanenses ao Brasil, para avisar a D. João que a população havia expulsado os franceses da cidade.
Dali se consegue avistar ao longe a ilha do Farol, da Culatra e da Armona.
Para poder admirar melhor a arquitetura cubista de Olhão é necessário subir em algum ponto alto, ou até mesmo na torre do campanário da Igreja Matriz, como mostraremos em outro vídeo sobre os pontos turísticos da cidade.
Também mostraremos nos próximos vídeos, as lendas da cidade, passando pelo "Caminho das Lendas": (Arraul, Menino dos Olhos Grandes, Moura Encantada, Floripes e Marim). Fiquem de olho, pessoal!
Em nosso canal do Youtube, você pode assistir o vídeo de nosso tour a pé pela cidade e notar essas curiosidades encantadoras. Bora lá?
Que cidade gostosa, heim! Já me imaginei andando por lá.
ResponderExcluirCidade encantadora! Obrigada pela matéria!
ResponderExcluirQue passeio gostoso! Muito bom!
ResponderExcluirSimpática demais essa city! Xonei. :)
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